Há teólogos em Portugal?
No Público de domingo, 13 de Julho, Bento Domingues, a propósito de um livro que aconselha para evitar a apatia cultural das férias (Enigma de Deus, da Matéria e do Homem , de Inka Kubel, Editoral Notícias), diz o que pode ser o trabalho da teologia:
“A teologia como linguagem reflexiva da fé supõe a carga de razão inscrita na loucura da Cruz e serve-se dos recursos da linguagem constituída no decurso da hominização.
A questão de sempre é esta; como construir uma linguagem de interpretação que não seja reducionista nem da fé nem da razão, mas um idioma no qual brilhe o mistério de ambas? A teologia, para ser um projecto sustentável, não pode ser nem a simples reprodução de referências bíblicas, nem a reprodução de um discurso filosófico ou científico. Exige uma linguagem nova incendiada por esses dois lumes.”
Por este excerto é fácil constatar que não há teólogos em Portugal. Quem é que reflecte as questões actuais com fé e razão, sem as reduzir, usando a linguagem das ciências e a da Cruz?
Bento Domingues já foi considerado um “teólogo do quotidiano”. Creio que a expressão era esta e era de António Marujo, jornalista do Público. O dominicano vai reflectindo alguma actualidade cultural. Mas mesmo essa reflexão não é sistemática, nem profunda. Nem podia ser, nas páginas de um jornal.
Exceptuando esse teólogo, alguém conhece mais algum? Não estão todos demasiado dentro das igrejas ou das faculdades de teologia a reflectirem para si próprios ou sobre temas históricos e bíblicos para as páginas de revistas? E saem essas revistas para fora do círculo professores/alunos?
Não há teologia em Portugal, embora haja um mundo de questões a precisar de reflexão que use a razão e a luz que vem da loucura da Cruz. Havemos de enunciar algumas dessas questões.
No Público de domingo, 13 de Julho, Bento Domingues, a propósito de um livro que aconselha para evitar a apatia cultural das férias (Enigma de Deus, da Matéria e do Homem , de Inka Kubel, Editoral Notícias), diz o que pode ser o trabalho da teologia:
“A teologia como linguagem reflexiva da fé supõe a carga de razão inscrita na loucura da Cruz e serve-se dos recursos da linguagem constituída no decurso da hominização.
A questão de sempre é esta; como construir uma linguagem de interpretação que não seja reducionista nem da fé nem da razão, mas um idioma no qual brilhe o mistério de ambas? A teologia, para ser um projecto sustentável, não pode ser nem a simples reprodução de referências bíblicas, nem a reprodução de um discurso filosófico ou científico. Exige uma linguagem nova incendiada por esses dois lumes.”
Por este excerto é fácil constatar que não há teólogos em Portugal. Quem é que reflecte as questões actuais com fé e razão, sem as reduzir, usando a linguagem das ciências e a da Cruz?
Bento Domingues já foi considerado um “teólogo do quotidiano”. Creio que a expressão era esta e era de António Marujo, jornalista do Público. O dominicano vai reflectindo alguma actualidade cultural. Mas mesmo essa reflexão não é sistemática, nem profunda. Nem podia ser, nas páginas de um jornal.
Exceptuando esse teólogo, alguém conhece mais algum? Não estão todos demasiado dentro das igrejas ou das faculdades de teologia a reflectirem para si próprios ou sobre temas históricos e bíblicos para as páginas de revistas? E saem essas revistas para fora do círculo professores/alunos?
Não há teologia em Portugal, embora haja um mundo de questões a precisar de reflexão que use a razão e a luz que vem da loucura da Cruz. Havemos de enunciar algumas dessas questões.

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