Science&Vie&Religion
Duas revistas francesas, do mesmo grupo editorial, dedicaram-se recentemente à religião.
A Science&Vie, nº 1003, de Outubro 2003, faz uma análise muito curiosa sobre o ensino religioso nas escolas públicas. “Ensinam-se falsas verdades” é o título do dossiê. Diz a revista que há uma enorme mistura entre “saber” e “crença” (“a coberto da história ensina-se a fé”) e que os manuais foram apanhados em flagrante delito. Nas três religiões principais (judaísmo, cristianismo e islamismo), há mitos que são tomados como história, interpretações uniformistas dos acontecimentos ou mesmo visões da história “contaminadas pela interpretação”.
É uma análise muito interessante e que, com certeza, poderia ser feita em relação aos manuais portugueses, embora no caso da França esta questão seja muito mais premente devido ao modo como entendem a separação Igreja/Estado.
O Les Cahiers de Science&Vie, nº 75, de Junho de 2003, dedica-se à Bíblia (Enquête la Bilbie face aus archéologues. La part du vrai, la part do mythe). Muito equilibrado e muito rigoroso, embora limitado, pois fica-se pelo Antigo Testamento. Não se espere encontrar neste número formas interpretar o texto bíblico, mas antes dados arqueológicos que de facto dão mais veracidade a muito do que se lê no livro dos livros.
Duas revistas francesas, do mesmo grupo editorial, dedicaram-se recentemente à religião.
A Science&Vie, nº 1003, de Outubro 2003, faz uma análise muito curiosa sobre o ensino religioso nas escolas públicas. “Ensinam-se falsas verdades” é o título do dossiê. Diz a revista que há uma enorme mistura entre “saber” e “crença” (“a coberto da história ensina-se a fé”) e que os manuais foram apanhados em flagrante delito. Nas três religiões principais (judaísmo, cristianismo e islamismo), há mitos que são tomados como história, interpretações uniformistas dos acontecimentos ou mesmo visões da história “contaminadas pela interpretação”.
É uma análise muito interessante e que, com certeza, poderia ser feita em relação aos manuais portugueses, embora no caso da França esta questão seja muito mais premente devido ao modo como entendem a separação Igreja/Estado.
O Les Cahiers de Science&Vie, nº 75, de Junho de 2003, dedica-se à Bíblia (Enquête la Bilbie face aus archéologues. La part du vrai, la part do mythe). Muito equilibrado e muito rigoroso, embora limitado, pois fica-se pelo Antigo Testamento. Não se espere encontrar neste número formas interpretar o texto bíblico, mas antes dados arqueológicos que de facto dão mais veracidade a muito do que se lê no livro dos livros.
